Quando alguém chega ao consultório dizendo “quero tratar minhas manchas”, a primeira pergunta que preciso responder é: que manchas são essas?

Melasma, marcas deixadas por acne, manchas solares e hiperpigmentação após uma inflamação podem parecer semelhantes para o paciente, mas têm mecanismos e tratamentos diferentes.

Essa distinção faz bastante diferença porque uma tecnologia excelente para determinado tipo de mancha pode não ser adequada para outra.

Por que algumas manchas aparecem depois de uma espinha ou machucado?

Algumas peles respondem à inflamação produzindo mais pigmento naquela região. É a chamada hiperpigmentação pós-inflamatória.

Ela pode ocorrer depois de acne, dermatites, procedimentos, traumas e outras inflamações.

Quanto maior a tendência da pele à pigmentação, mais importante é controlar também a causa do processo inflamatório.

Toda mancha melhora com laser?

Não.

Lasers são ferramentas importantes na Dermatologia, mas “mancha” não é indicação suficiente para escolher um equipamento.

Antes, avalio tipo de pigmento, fototipo, profundidade, histórico de tratamentos, exposição solar e tendência da pele a pigmentar.

Em alguns pacientes, iniciar um procedimento agressivo sem controlar a causa pode aumentar a inflamação e provocar ainda mais pigmentação.

Clareadores resolvem qualquer mancha?

Também não.

Há diferentes ativos e combinações possíveis, e a escolha depende do diagnóstico e da tolerância da pele.

Meu cuidado começa identificando o tipo de alteração para, só depois, decidir entre tratamento domiciliar, procedimentos, tecnologias ou uma combinação dessas estratégias.

Esse planejamento individual é particularmente importante para pacientes que já fizeram vários tratamentos e têm a sensação de que a mancha “sempre volta”.