O Atria é uma tecnologia de ultrassom micro e macrofocado que permite tratar diferentes planos do tecido, com foco principalmente em flacidez, estímulo de colágeno e melhora do contorno facial e corporal.
A energia do ultrassom é concentrada em profundidades previamente escolhidas, produzindo pontos térmicos sem necessidade de lesionar a superfície da pele. Dependendo da ponteira e do plano tratado, podemos direcionar o procedimento para estruturas de sustentação ou para o tecido adiposo.
Como o Atria atua na flacidez?
No tratamento da flacidez, o ultrassom microfocado atua em planos profundos, promovendo contração tecidual imediata e desencadeando remodelamento de colágeno ao longo dos meses seguintes.
Por isso, pode ser utilizado principalmente em quadros de flacidez leve a moderada da face, pescoço e algumas regiões corporais.
O resultado não acontece como uma mudança abrupta. A proposta é uma melhora progressiva da firmeza e da sustentação dos tecidos.
E quando existe gordura associada?
Em algumas regiões, o contorno não depende apenas da flacidez.
Pode haver também um compartimento de gordura que contribui para a perda de definição, como acontece com frequência no submento ou em pequenas áreas corporais.
Nesses casos, o ultrassom macrofocado pode ser direcionado para planos mais profundos, promovendo redução do tecido adiposo e uma compactação do volume da região, ao mesmo tempo em que outros planos podem ser tratados para melhorar a firmeza.
Essa combinação pode ser particularmente interessante quando há flacidez associada a pequenos acúmulos de gordura.
Mas nem toda gordura facial deve ser reduzida.
Em rostos mais magros ou que já apresentam perda de volume relacionada ao envelhecimento, retirar gordura indiscriminadamente pode piorar o aspecto de envelhecimento. Por isso, a escolha da profundidade e da região tratada é tão importante quanto a escolha da tecnologia.
Quais regiões podem ser tratadas?
Na face, o Atria pode ser utilizado em áreas como contorno mandibular, submento, pescoço, terço médio e inferior da face e, em indicações selecionadas, região frontal e periocular.
No corpo, pode ser utilizado em áreas com flacidez ou pequenos depósitos de gordura localizada, sempre após avaliação individual.
Como escolho o protocolo?
Antes de indicar o procedimento, avalio se o que predomina é flacidez, excesso de gordura, perda de volume ou uma combinação desses fatores.
Essa distinção é fundamental.
Uma pessoa com perda de sustentação associada a gordura submentoniana pode se beneficiar de um planejamento diferente daquela que apresenta flacidez, mas já perdeu volume facial.
Também considero espessura dos tecidos, anatomia facial, região tratada, grau de flacidez e objetivo do paciente.
Por isso, duas pessoas tratadas com o mesmo equipamento podem receber protocolos completamente diferentes.
Preciso fazer várias sessões?
Não necessariamente.
A quantidade e o intervalo entre sessões dependem da intensidade do tratamento, da região e da resposta individual.
Como o remodelamento de colágeno é progressivo, gosto de respeitar o tempo de resposta do tecido antes de decidir se uma nova sessão realmente acrescentará benefício.
O Atria não entra no planejamento porque todo rosto precisa de ultrassom. Ele entra quando flacidez, sustentação ou determinados compartimentos de gordura realmente fazem parte do problema que quero tratar.