A infiltração intralesional permite aplicar um medicamento diretamente dentro de uma lesão dermatológica.

A principal vantagem é concentrar o tratamento no local onde ele é necessário, utilizando quantidades pequenas do medicamento e reduzindo, em algumas situações, a necessidade de tratamento sistêmico.

Em quais situações ela pode ser utilizada?

A indicação depende do diagnóstico.

Entre as situações em que a técnica pode ser considerada estão queloides e cicatrizes hipertróficas, algumas formas de alopecia areata e determinadas doenças inflamatórias da pele.

Os medicamentos utilizados, concentrações e intervalos entre as sessões são diferentes para cada condição.

É sempre utilizado corticoide?

Não necessariamente.

O medicamento depende da doença tratada e do objetivo.

Mesmo quando utilizamos corticoides, concentração e quantidade precisam ser cuidadosamente ajustadas, porque doses inadequadas podem provocar efeitos locais como afinamento da pele ou alterações de pigmentação.

Quantas aplicações são necessárias?

Isso depende da doença e da resposta ao tratamento.

Prefiro avaliar a evolução entre as sessões antes de definir a necessidade de novas aplicações.

A infiltração é uma técnica; o mais importante continua sendo saber qual lesão está sendo tratada e qual medicamento realmente faz sentido utilizar.