Quem convive com dermatite atópica geralmente sabe que a coceira pode ser muito mais incômoda do que a aparência das lesões.
A pele pode ficar extremamente seca, avermelhada, sensível e irritada. Em períodos de crise, coçar provoca novas lesões, que aumentam ainda mais a coceira e podem comprometer o sono, concentração e qualidade de vida.
A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica relacionada, entre outros fatores, a alterações da barreira cutânea.
Por que a dermatite melhora e depois volta?
Porque sua evolução costuma acontecer em períodos de controle e exacerbação.
Mudanças de temperatura, banhos muito quentes, ressecamento da pele, suor, produtos irritantes e outros fatores podem contribuir para uma crise, mas os gatilhos não são idênticos para todos os pacientes.
Em Curitiba, por exemplo, o frio e os períodos de menor umidade podem aumentar o ressecamento da pele de algumas pessoas. Isso não significa que o clima seja a causa da dermatite, mas pode interferir no controle dos sintomas.
Hidratar a pele é suficiente?
A hidratação é uma parte importante do tratamento, mas uma dermatite em atividade pode precisar de medicamentos.
Também é importante escolher o produto adequado. Uma pele atópica costuma ser mais sensível a fragrâncias, ativos irritantes e algumas formulações que uma pele sem dermatite toleraria normalmente.
Na consulta, avalio não apenas onde estão as lesões, mas também como o paciente toma banho, quais produtos utiliza, com que frequência as crises aparecem e o que já tentou antes.
Dermatite atópica tem cura?
É uma condição crônica, mas existem diferentes formas de controlar a inflamação e reduzir a frequência e a intensidade das crises. Atualmente o tratamento da Dermatite Atópica conta com medicações modernas que mudaram as metas terapêuticas e trazem alívio importante desta condição tão incômoda.
Casos leves e casos extensos não devem receber automaticamente a mesma conduta. Hoje existem opções terapêuticas para diferentes níveis de gravidade, e o tratamento deve acompanhar a evolução da doença.
A proposta é ajudar o paciente a entender a própria pele e escolher o que for lhe trazer a melhor qualidade de vida, sempre com critério e priorizando segurança.