O microagulhamento parece simples quando resumido a “passar agulhinhas na pele”, mas profundidade, indicação e condições da pele mudam completamente o tratamento.
O procedimento produz microperfurações controladas que desencadeiam processos de reparação e estimulam remodelamento do colágeno.
Pode ser utilizado em situações como cicatrizes de acne e alterações de textura, além de outras indicações selecionadas após avaliação.
Microagulhamento trata qualquer cicatriz de acne?
Não.
Existem diferentes tipos de cicatrizes — mais superficiais, profundas, estreitas, aderidas ou com características mistas — e elas respondem de formas diferentes.
Por isso, frequentemente a pergunta não é apenas “microagulhamento funciona?”, mas qual é o tipo de cicatriz e qual abordagem faz mais sentido para ela.
Alguns pacientes podem precisar de associação de técnicas ao longo do tratamento.
Quanto mais profundo, melhor?
Não.
A profundidade deve ser escolhida conforme região, objetivo, espessura da pele e segurança.
Aumentar a agressividade sem indicação também aumenta inflamação, tempo de recuperação e risco de complicações, principalmente em peles com maior tendência a pigmentação.
Posso fazer microagulhamento no verão?
Depende do protocolo, exposição solar e características da pele.
Fotoproteção e cuidados após o procedimento são fundamentais, e a agenda de tratamentos pode precisar ser adaptada à rotina real do paciente.
Não indico uma sessão apenas porque existe o equipamento disponível. Primeiro avalio se aquela pele realmente se beneficia da técnica e se o momento é adequado para realizá-la.