Peeling químico não é um procedimento único.

Existem diferentes substâncias, concentrações e profundidades de ação, que podem ser utilizadas para tratar alterações como manchas, acne, textura irregular, poros aparentes e alguns sinais do fotoenvelhecimento.

Por isso, antes de escolher o ácido, procuro entender qual alteração da pele queremos tratar e qual intensidade faz sentido para aquele paciente.

Todo peeling descama muito?

Não.

Alguns peelings são superficiais e provocam pouca ou nenhuma descamação visível. Outros produzem uma renovação mais intensa e exigem um período maior de recuperação.

A escolha depende do objetivo, fototipo, sensibilidade da pele, histórico de pigmentação e rotina do paciente.

Peeling serve para melasma?

Pode fazer parte do tratamento em casos selecionados, mas o melasma não deve ser tratado apenas provocando descamação.

A escolha inadequada da substância ou da intensidade pode inclusive favorecer inflamação e piora da pigmentação.

Quando indico um peeling para melasma, ele entra como parte de uma estratégia mais ampla, associada à fotoproteção e ao tratamento domiciliar.

Quantas sessões são necessárias?

Não existe um número que sirva para todas as peles.

Alguns objetivos podem ser alcançados com procedimentos pontuais; em outros casos, uma sequência de peelings superficiais pode ser mais adequada.

O melhor peeling não é necessariamente o mais forte — é aquele que trata o problema com a intensidade adequada para aquela pele.