Quando um paciente pergunta “quantas sessões vou precisar para apagar minha tatuagem?”, a resposta mais responsável é que precisamos primeiro olhar para aquela tatuagem.

Cor, profundidade do pigmento, densidade da tinta, tamanho, localização, tempo desde a realização, tipo de pele e até a forma como a tatuagem foi feita interferem na resposta ao laser.

Por isso, duas tatuagens aparentemente semelhantes podem evoluir de maneira bastante diferente.

Como o laser remove o pigmento?

O Spectra XT emite energia direcionada ao pigmento, fragmentando as partículas de tinta em estruturas menores. A partir daí, o próprio organismo participa gradualmente da eliminação desses fragmentos.

Esse processo acontece ao longo do tempo, e é uma das razões pelas quais as sessões precisam ser espaçadas.

Fazer aplicações em intervalos muito curtos não significa necessariamente acelerar o resultado.

Todas as cores saem da mesma forma?

Não.

Alguns pigmentos respondem melhor a determinados comprimentos de onda, enquanto outras cores são mais resistentes.

Também existem situações em que não é possível garantir remoção completa.

Essa expectativa precisa ser discutida antes de começar.

Fica cicatriz?

Alterações de pigmentação, bolhas, mudanças de textura e cicatrizes estão entre os riscos possíveis, embora a evolução dependa de diferentes fatores.

Parâmetros adequados, intervalo entre sessões e cuidados posteriores são importantes para reduzir riscos.

Meu objetivo na avaliação é explicar o que pode ser esperado daquela tatuagem específica, evitando prometer número fechado de sessões ou um resultado que não podemos prever antes de observar a resposta da pele.