Quando uma lesão é diagnosticada como câncer de pele, a retirada cirúrgica é uma das principais formas de tratamento.
O objetivo não é apenas remover aquilo que vemos na superfície, mas retirar a lesão com margens adequadas e permitir a análise do material pelo patologista.
Todo câncer de pele é tratado da mesma forma?
Não.
O planejamento depende do tipo de tumor, tamanho, localização, características histológicas e condições clínicas do paciente.
Carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma, por exemplo, exigem raciocínios e margens cirúrgicas diferentes.
A retirada pode ser feita na clínica?
Algumas cirurgias dermatológicas podem ser realizadas em ambiente ambulatorial, sob anestesia local, desde que a lesão e o procedimento sejam compatíveis com essa abordagem.
A clínica conta com estrutura adequada para a realização de procedimentos dermatológicos selecionados, com os cuidados necessários de assepsia, anestesia e acompanhamento.
Quando o caso exige outra estrutura ou técnica específica, faço o encaminhamento apropriado.
E a cicatriz?
A prioridade no tratamento do câncer de pele é a remoção adequada do tumor.
Ao mesmo tempo, localização das incisões, linhas naturais da pele e técnicas de fechamento são consideradas para buscar o melhor resultado possível dentro da segurança oncológica.
O acompanhamento não termina na cirurgia: a interpretação do anatomopatológico e o seguimento dermatológico fazem parte do tratamento.